quarta-feira, abril 26, 2006

Non Sence

Era uma vez uma abelha Maia, um insecto muito atarefado. Mas esta abelha era uma personagem secundária, na verdade não tinha nada a ver com esta história. Era uma história que ia sendo contada, lentamente, por um avôzinho de barbas brancas que tinha muita paciência e muitos netos. Tal como todas as boas histórias, esta história tinha um tesouro, uma pedra incrivelmente precisosa, uma pedra tão precisosa que todas as joias do mundo, ao pé dela, não passavam de meros grãos de areia, pedaços de rocha amorfos e sem graça. Mas ao contrário de outras histórias, este tesouro não estava escondido, nem sequer era protegido por terriveis armadilhas, por códigos secretos criados por antiquissimas ordens de cavaleiros ou de monges. Na verdade bastava uma palavra para que a personagem principal recolhe-se o seu tesouro. Um jóia cuja valor se media em anos-luz, tal era a sua inimaginavel preciosidade.
A personagem principal conhecia o seu tesouro, sabia até que o poderia ter quando quisesse, e talvez por isso não lhe desse o valor que ele valia. Ou na verdade até dava, dava-lhe até tanto valor que temia por vezes não o merecer.
Chegou então o dia em que a personagem principal quis recolher o seu tesouro, foi então que apareceu a abelha Maia e mesmo sem o querer, esteve quase a ficar o tesouro para si. Não o fez de propósito, nem sequer sabia que ali estava algo de tão precioso, mas passou no sitio errado, à hora errada e chocou com aquela gema de beleza incomparável.
Por sorte, o insecto era mesmo muito atarefado, teve de continuar o seu caminho sem parar para melhor mirar o brilho daquela pedra. E a personagem principal pode assim ficar com o seu tesouro, com o maior prémio do Universo. Mas agora sabia finalmente o quanto ele valia, pois por um instante esteve mesmo perto de o perder.
E como é habitual nestas histórias, tanto a personagem principal como a abelha Maia viveram felizes para sempre. O tesouro continuou por ali, perdido naquela posição pouco confortavel onde vivem estes tesouros de incontável valor, e decidiu simplesmente ir dormir...

2 comentários:

Ju disse...

hmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm...

Pedro disse...

Calma Ju, este post nem para mim tem significado! É genuinamente non sense!

Ou será que tem... hahahahahahaha