segunda-feira, abril 24, 2006

Há dias assim...

Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
Não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil

Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

Está a saber-me mal
Este Whisky de malte
Adorava estar "in"
Mas estou-me a sentir "out"
Frágil
Sinto-me frágil

Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

Jorge Palma

4 comentários:

NoKas disse...

Este jorge sabe umas coisas da vida né?

Lótus Azul disse...

1-ha-ha! Também já instalaste o webstats4u.com!

2-Eu estou-te a estranhar: Então ainda não postaste sobre o 25 de Abril num blog intitulado " A Inevitável Insatisfação do Ser?

3- Jorge Palma! Sempre uma excelente escolha.

Pedro disse...

Um post no 25 de Abril de 2005... Com direito a poema do Ary dos Santos.

Este ano até tinha arranjado um poema sobre a liberdade, mas ontem não pude vir ao blog, pasou a oportunidade. Para o ano.

Tripeiro de Roterdao disse...

GRANDE! GRANDE! GRANDE!