quarta-feira, junho 29, 2005

Porquê?


Como é que dizemos aquilo que nenhuma palavra diz? Como é que solucionamos um problema sem solução? Um e um são dois, é verdade, mas o que é que fazemos quando não são? Enfim, a vida é complicada...

Será que não podemos fazer a evolução voltar para trás? Eu não quero ter este cérebro enorme, pesadíssimo e complicadissimo que só me arranja complicações, tenho saudades do tempo que eramos só uns macaquitos peludos a correr pelos ramos das árvores. Em que a vida era feita de certezas e em que não tinhamos a capacidade de decompor uma certeza, sabida com a força sanguínea do instinto, num conjunto de questões filosóficas, inerentemente insolucionáveis.
Por outro lado, as virtudes também são muitas. Eu gosto de saber. Faz parte de nós uma sede sem fim pelo doce néctar do conhecimento. Explorar, descobrir, aprender, são estas as satisfações que vêm com a massa viscosa de neurónios que nos cresce por trás dos olhos. No fundo é uma questão de saltar de estado de equílibrio, uma mudança de paradigma, de um estado inicial em que sabemos mas não precisamos de saber, para um estado em que não sabemos mas desejamos ardentemente saber.
Se alguém ler isto, é bem capaz de não lhe achar sentido. Tudo bem, eu próprio vejo pouco sentido nestas divagações... mas já serviu para organizar os meus neurónios, o problema deles é ficarem às vezes sem nada para fazer, mesmo quando estão carregados de trabalho. Mas basta po-los a trabalhar um pouco mais para voltarem a encaixar nas engrenagens.

Porquê?

2 comentários:

Filipe disse...

Louco, tu és definitivamente louco!! Andas a ter demasiado tempo livre, e depois pões-te a pensar nestas coisas estranhas.

Pedro disse...

de médico e de louco, todos temos um pouco... mas eu acho que troquei a parte de médico por uma dose extra de louco!