segunda-feira, junho 27, 2005

Então cá vai mais um poema

Vou ver se na proxima quinta-feira começo a nova rubrica deste blog, "quintas-feiras culturais". Mas para respeitar os pedidos de que faz comments, aqui fica um poema:


CIDADE

Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas sem nome e planícies mais vastas

Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.

Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes.


Sophia de Mello Breyner Andresen
1944

8 comentários:

Ana disse...

Em primeiro lugar um obrigada pelo pedido concedido :) Este poema é-me vagamente familiar do Secundário... e devo dizer que muito tem a ver com a minha vida ultimamente... há já muito tempo que não saio de Lisboa :( Fcul a quanto obrigas... Avanço já com uma proposta para a próxima quinta-feira... que tal Cesário Verde?...

Filipe disse...

MAs que merda é esta?? Agora deste-me em erudito??!! Só falta qualquer dia começares a sair aí com uns poemas recém criados por ti... Mas tu és biólogo ou poeta carago???

Ana disse...

Já agora... tás desde já convidado a espreitar o meu blog... ainda é pequeno, mas há-de crescer aos poucos :)

Pedro disse...

Acalma-te Filipe, é só uma vez por semana, às 5a feiras, tás já avisado. Podes simplesmente saltar os posts de 5a feira. Já para não falar que tu próprio falas-te, no teu blog, da angustia de postar... é muito mais fácil plagiar um poeta qualquer!
E não, não vais ver poemas meus porque não existem!!!!!

Mas se preferes que fale do meu trabalho como biólogo, queres discutir as dificuldades do uso das ANOVA bi-factoriais, ou de como resolver o problema de querer fazer uma análise de variância bifactorial com dados que falham os presupostos da normalidade e da homocedasticidade? Ando numa fase muito estatistica e por isso tenho mto pouca vontade de falar de biologia!

NoKas disse...

pá! o ZAR diz: a anova é robusta, mm qdo os pressupostos nao sao cumpridos! e a malta acredita e se for mm por pouco podes sempre nao os cumprir! :p ou entao muda o nnivel d significancia dos testes! vex filipe, ja mudamos de assunto! agora ta mto melhor!

Pedro disse...

Eu sei disso que o Zar diz, mas como sou um rapaz honento custa-me um bocado falhar às leis divinas dos pressupostos estatisticos. Mas claro que quando tudo o resto falha... A estatistica no fundo é uma questão de fé!

NoKas disse...

Pois, é qq coisa como "com a verdade me enganas"... Como eu comer dois frangos ao jantar, tu zero, mas em média houve um frango para cada um de nós! :p Mentiremos toda a vida! mas como dizia o Ricardo Melo (não o tiveste, botânica marinha, um tipo que parece o Mr. Been): "plos nossos dados tudo. defender os nossos dados até à morte".

Filipe disse...

Meus amigos e caros colegas cientificos. Já tive a minha dose de ANOVAS multivariadas que dêem para duas vidas! Nao quero mais muito obrigado. Que se lixem as analises estatisticas, as ANOVAS, as AVELHAS e todos os seus familiares! MAIS NÃO!!!! PLEASEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!