quinta-feira, outubro 15, 2009

A dura realidade


"Human alteration of Earth is substantial and growing. Between one-third and one-half of the land surface has been transformed by human action; the carbon dioxide concentration in the atmosphere has increased by nearly 30 percent since the beginning of the Industrial Revolution; more atmospheric nitrogen is fixed by humanity than by all natural terrestrial sources combined; more than half of all accessible surface fresh water is put to use by humanity; and about one-quarter of the bird species on Earth have been driven to extinction. By these and other standards, it is clear that we live on a humandominated planet."

Vitousek et al. 1997. Human domination of the World's Ecossystems. In Science


Passados 12 anos, continuamos a avançar no mesmo sentido. Para quando um Kyoto sobre a explosão demográfica? Para quando uma conservação real dos ecossistemas naturais? Para quando um Prémio Nobel da Economia para alguém com a coragem de explicar que o crescimento económico positivo eterno é um mito e esconde no seu calculo a maior catastrofe que afecta a humanidade?
Quanto a mim são três as prioridades. Tão ou mais urgentes que o sucesso da proxima cimeira de CopenhagaPlaneamento familiar no terceiro mundo:
1) Planeamento familiar global imediato
2) Alteração radical e imediata dos paradigmas económicos globais
3) Fomentar sociedades democraticas e equalitárias em todo o Mundo

São os três passos sociais e economicos neccessários para ser possível a manutenção da civilização actual a médio prazo. Falhando qualquer um deste pontos, não chegaremos sequer à segunda metade do sec. XXI.

2 comentários:

João Queirós disse...

respondendo à tua pergunta (do mail):
Sim, concordo. Acho que qualquer pessoa concorda. O problema é encontrar soluções exequíveis e realistas para o problema.
Há vários mundos dentro do nosso mundo, e ainda temos preconceitos e concepções erradas da realidade.
vê isto:
http://www.ted.com/talks/hans_rosling_shows_the_best_stats_you_ve_ever_seen.html

http://www.gapminder.org/

Depois há o problema da acção politica a uma escala global. Vê o exemplo das alterações climáticas. É dificil um entendimento global - tendo em conta as diferenças socio-economico-politicas dos países - para um ou vários problemas, bem identificados, mas não "palpáveis". É o velho exemplo: é preciso cair uma ponte para se ir verificar o estado das outras todas. É preciso umas quantas ilhas do pacifico começaram a ficar submersas para se dar a devida atenção à subida do NMM.

Quanto ao planeamento familiar, epá pois, vai lá explicar isso ao chineses, ou aos indianos, ou aos africanos, ou a qualquer país sub-desenvolvidos. Mais filhos é mais receita de trabalho ao fim do mês. Aliás, os chineses até entendem bem isso com a politica do filho único, mas só entenderam quando começaram a ver que eram mais que as mães (literalmente).

Não sou grande adepto das teorias da conspiração, mas explora este blogue porque tem teorias do arco-da-velha sobre planeamento familiar mundial, controlo da população etc...

http://ovigia.wordpress.com/2008/09/01/a-eugenia-voltou-e-agora-tem-o-alto-patrocinio-da-fundacao-billmelinda-gates-%E2%80%98if-you-control-the-oil-you-control-the-country-if-you-control-food-you-control-the-population%E2%80%99/




Eu fui aqui escrevendo isto de enfiada, se calhar não faz muito sentido, mas não estou com paciência para fazer um comentário em português decente :)

Pedro disse...

Sim, claro. Não podia concordar mais. Mas mesmo dentro do meio ambientalista sei de muita gente que não estaria de acordo com o que eu escrevi.
A explosão demografica é sempre o elo esquecido da crise ecologica, porque toca demasiadas sensibilidades, apesar de ser, em ultima análise, aquilo que torna qualquer medida que seja tomada ultimamente ineficaz, pois acaba sempre por ser derrotada por uma mera questão de escala.
As outras duas são talvez banais, mas ao mesmo tempo penso que inatingiveis, e é por isso que não acredito que haja qualquer hipotese. Mas vivo na esperança de me enganar :)

Espero por Copenhaga para ver se acabam definitivamente de pregar os pregos no nosso caixão, ou se continua a haver alguma fightinh chance...