terça-feira, junho 26, 2007

Walk the Line

Estive a ver o "Walk the Line". Curioso, nos últimos tempos interessei-me pela música do Johnny Cash, mas só agora vi o filme. Um grande filme, uma das melhores obras biográficas que vi nos últimos tempos. Um homem em conflito consigo próprio, encurralado pelos seus sentimentos, encontrando como única escapatória a sua música... e as drogas. Ao contrário dos habituais finais trágicos das vidas dos grandes artistas, o filme tem um final feliz. Johnny Cash acabou por convencer a sua eterna paixão, June Carter a casar com ele e, por incrível que pareça, viveram felizes para sempre, ou melhor, até 2003, ano em que ambos faleceram, de causas naturais, com apenas 4 meses de diferença. Há quem diga que depois de June ter falecido, Johnny já não tinha motivos para viver e apenas definhou durante mais 4 meses. A parte de mim que é demasiado romântica para o meu próprio bem quer acreditar nisso, mas a verdade é que uma doença prolongada o molestava desde há já muitos anos... Viveram juntos durante mais de 30 anos, compuseram e cantaram infindáveis músicas juntos, deixaram uma marca na música americana do século XX e um filho para assegurar o futuro destes genes na próxima geração.
Que raio, vou admitir a verdade, acho que o Johnny morreu porque não sabia mesmo viver sem a sua June. O que é hei eu de fazer, gosto de finais felizes... mesmo quando no final morrem todos.

3 comentários:

Gemini disse...

Se achas feliz um final onde morrem todos, acabaste de te tornar na personificação do positivismo!

Pedro disse...

não sei se já reparaste que no fim, morremos mesmo todos, o que fazemos até lá é que faz a diferença entre um final feliz ou infeliz.

Ju disse...

Não te sabia tão romântico... Boa surpresa. Não vi o filme. Aliás n
ao vejo mtos filmes... tenho que sair de Roscoff... lol