Campinas
![]() |
| Ruddy ground-dove Columbina talpacotii (photo from ttnaturelink.com) |
| Yellow-headed caracara Milvago chimachima (photo from avesderapinabrasil.com) |
Mais um blog despretensioso que pretende deixar mais algumas ideias à solta na net. Nunca se sabe quem as irá apanhar...
![]() |
| Ruddy ground-dove Columbina talpacotii (photo from ttnaturelink.com) |
| Yellow-headed caracara Milvago chimachima (photo from avesderapinabrasil.com) |





Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não !
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa


No ano de 2010 a bolsa de Lisboa movimentou cerca de 42 mil milhões de euros em negociatas bolsistas. Ao contrário das outras actividades económicas, estas transacções são virtualmente livres de impostos. Se o estado estabelece-se um pequeno imposto de apenas 10% sobre estas transacções obteria um resultado bruto de 4200 milhões de euros, o que chegava que para cobrir 140% dos tais 3000 milhões que o governo diz que tem de cobrir com a austeridade do orçamento para 2012. Assim se vê de maneira fácil e eficaz que a "necessidade" da austeridade é uma pura mentira. E pior, quem anuncia a austeridade sabe perfeitamente que mente e que só vai agravar a crise. Para quando a revolução?
A Noite Estrelada (no original holandês De sterrennacht), é um dos mais famosos quadros do grande pintor impressionista Vincent van Gogh. O quadro representa a paisagem nocturna no exterior do asilo em Saint-Rémy-de-Provence, onde o pintor estava internado devido aos seus problemas psiquiátricos que acabaram por o levar ao suicídio. É notável que o quadro foi pintado inteiramente de memória, uma vez que do interior do asilo o pintor não tinha acesso à paisagem que aqui pintou. 

Os médicos chegaram a acreditar que pela retirada do sangue dos pacientes poderiam purgar os “humores” diabólicos que, pensavam eles, eram causadores das doenças. Na realidade, é claro, tudo o que a sangria fazia era tornar o paciente mais fraco e com maior chance de sucumbir.
Felizmente, os médicos já não acreditam que sangrar os doentes vai torná-los saudáveis. Infelizmente, muitos dos que fazem a política económica ainda acreditam. E a sangria económica não está apenas a infligir vastas dores; está a começar a minar as nossas perspectivas económicas de longo prazo.
Algumas informações: no último ano e meio, o discurso político, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, tem sido dominado por pedidos de austeridade fiscal. Ao cortar os gastos e reduzir os défices, disseram-nos, as nações poderiam restaurar a confiança e promover o renascimento económico.
E a austeridade tem sido real. Na Europa, nações com problemas como a Grécia e a Irlanda, impuseram cortes selvagens, enquanto nações mais fortes impuseram programas mais suaves de austeridade. Nos Estados Unidos, o modesto estímulo federal de 2009 extinguiu-se, enquanto governos estaduais e locais cortaram os seus orçamentos, de forma que no conjunto tivemos de facto um movimento em direção à austeridade não muito diferente do da Europa.
O estranho, no entanto, é que a confiança na economia não aumentou. De tal forma que empresas e consumidores parecem muito mais preocupados com a falta de clientes e de empregos, respectivamente, do que se sentem seguros com o rigor fiscal dos seus governos. E o crescimento parece que se afoga, enquanto o desemprego permanece desastrosamente alto dos dois lados do Atlântico.
Mas, dizem os apologistas dos resultados ruins obtidos até agora, não deveríamos focar-nos no longo prazo em vez do curto prazo? Na verdade, não: a economia precisa de ajuda real agora, não de recompensas hipotéticas dentro de uma década. De qualquer forma, os dados começam a emergir sugerindo que os problemas de “curto prazo” da economia — agora no seu quarto ano e tornados piores pelo foco na austeridade — estão a custar também às perspectivas de longo prazo.
Considerem, em particular, o que está a acontecer com a base manufactureira dos Estados Unidos. Em tempos normais, a capacidade industrial cresce de 2 a 3 por cento por ano. Mas, diante de uma economia persistentemente fraca, a indústria tem reduzido, não aumentado, a sua capacidade de produção. Agora, de acordo com estimativas do Banco Central [dos Estados Unidos], a capacidade está quase 5 por cento menor do que era em Dezembro de 2007.
O que isso significa é que, quando a economia real finalmente recuperar, vai enfrentar falta de capacidade e gargalos de produção muito mais cedo do que deveria. Ou seja, a economia fraca, que é parcialmente resultante dos cortes no orçamento, está causando danos futuros, além dos presentes.
Além disso, o declínio na capacidade de produção é apenas a primeira das más notícias. Cortes similares vão provavelmente acontecer no sector de serviços — na verdade, já podem estar em andamento. E com o desemprego de longo prazo no seu ponto mais alto desde a Grande Depressão, existe o risco real de que os desempregados vão ser considerados como não-empregáveis.
Ah, e o forte dos cortes em gastos públicos está a ser feito na educação. De alguma forma, demitir centenas de milhares de professores não parece ser uma boa forma de garantir o futuro.
Na verdade, quando se combina os crescentes indícios de que a austeridade fiscal está a reduzir as nossas perspectivas de futuro, com as taxas de juro bem baixas nos papéis da dívida dos Estados Unidos, é difícil evitar uma conclusão surpreendente: a austeridade pode ser contraproducente mesmo do ponto de vista puramente fiscal, já que crescimento menor no futuro significa menor recolha de impostos.
O que deveria estar a acontecer? A resposta é que precisamos de um grande empurrão para fazer a economia mover-se, não numa data futura, mas agora. No presente, precisamos de mais, não de menos gastos governamentais, apoiados por políticas agressivamente expansivas do Banco Central e das suas contrapartes fora dos Estados Unidos. E não são apenas economistas teimosos que estão a dizer isso; empresários como Eric Schmidt, do Google, estão a dizer a mesma coisa, e o mercado de acções, ao comprar dívida dos Estados Unidos a juros tão baixos, está para todos os efeitos a pedir uma política mais expansiva [do Banco Central].
Para ser justo, alguns formuladores da política parecem entender isso. O novo plano de emprego do presidente Obama é um passo no caminho certo, enquanto alguns membros do Banco Central americano e do Banco da Inglaterra — mas, infelizmente, não do Banco Central Europeu — têm sugerido políticas muito mais orientadas para o crescimento.
No entanto, realmente precisamos é convencer um número substancial de pessoas com poder político e influência de que elas gastaram o último ano e meio a ir na direcção errada, e que elas precisam fazer uma viragem de 180 graus.
Não vai ser fácil. Mas, até que se faça a viragem, a sangria — que está a tornar a nossa economia mais fraca agora, colocando o futuro, ao mesmo tempo, em risco — vai continuar.


A cidade de Girona fica na Catalunha, entre Barcelona e a fronteira francesa. Conhecida pelo Museu Dali, que na verdade fica em Figueras, a poucos quilómetros de Girona, a cidade é atravessada pelo rio Onyar. O piscar de olho leva-nos até Girona, fotografando o clássico reflexo das coloridas casas de girona no leito calmo do rio Onyar. Não é muito original, na verdade é até o postal mais típico da cidade, mas esta foi tirada por mim, e por isso, como diria o António variações, "é cada da terra e tem muito encanto". Bom domingo a todos!






Quando olhamos para o céu, parece-nos que não tem fim... Pensamos descuidadamente sobre o ilimitado oceano de ar, sentamo-nos numa nave espacial, abandonamos a Terra e, em menos de dez minutos, atravessamos a camada de ar, e por trás dela nada existe! Para lá do ar só existe o vazio, o frio e a escuridão. O “ilimitado” céu azul, o oceano que nos permite respirar e nos protege do vazio negro e da morte, não é mais do que uma camada infinitesimamente fina. Como é perigoso ameaçar-se a mais ínfima porção deste suporte da vida!
Vladimir Shatalov (astronauta russo)