terça-feira, setembro 29, 2009

E pur si muove

Este ano já vamos no... quantos? Terceiro furacão catastrófico? Quarto? Já lhes perdi a conta. Curioso que todos os modelos climáticos de aquecimento global prevêm um aumento da frequência e gravidade de tempestades, mas deve ser coincidência.
Este ano pela primeira vez foram detectadas emissões de metano no Oceano Arctico, uma das "consequências altamente improváveis do aquecimento global" como alguém lhes chamou, mas deve ser também coincidência.

Devemos antes continuar a acreditar que as flutuações no clima global são aleatórias e totalmente independentes do aumento brutal na concentração de dioxido de carbono e metano na atmosfera.
Devemos acreditar que o importante é continuar a consumir o máximo possível, para ajudar a economia. A viajar o máximo possível de avião para ajudar a economia. A esbanjar energia porque é bom para a economia. Porque é óbvio que o que é mesmo importante é manter para todo o sempre uma variação positiva dos indicadores económicos, mesmo que isso seja tecnicamente impossível num mundo que tem recursos finitos.

Sim, vamos continuar a brincar com o fogo. Vamos continuar com a irresponsabilidade e acima de todo esbanjar o que temos enquanto o temos, e que se lixem com F grande os desgraçados que venham a viver neste planeta daqui a 20 ou 30 anos...

Esperem lá... mas daaqui a 20 ou 30 anos ainda vamos ser nós... Afinal quem é que vai lixar?

É melhor nem pensar nessas coisas e continuar a fazer de conta que está tudo bem... e pur si muove.

terça-feira, setembro 15, 2009

Os vira-casacas

Antes de mais nada gostaria de dizer que já votei, e não votei nem em branco, nem nulo. Como eleitor do círculo da Europa, já fiz o meu voto por correspondência que espero chegará a Portugal a tempo de ser contado.
Virando então para o tema vira-casacas, gostaria só de partilhar com os eventuais (e)leitores um padrão que notei recentemente. O PSD é um partido de vira-casacas, de gente que tem por hábitos voltar atrás sistemáticamente nas suas decisões, sem respeito nem consideração pelas consequências dos seus actos. E não me refiro sequer ao facto de metade deles terem começado no MRPP...

Há seis anos atrás, Durão Barroso demontrou ser o vira-casaca-mor, ao voltar as costas aos votos de milhões de portugueses para abandonar o seu cargo como Primeiro Ministro da nação e abraçar, qual puta política, um cargo na União Europeia, que obviamente lhe acenava muito mais dinheiro e relevo internacional. Para seguir os seus objectivos pessoais deixou o país nas mãos de Santana Lopes, de longe o pior Primeiro Ministro que Portugal alguma vez teve e, suspeito, alguma vez terá. E ainda damos todos graças à presiência de Jorge Sampaio que teve o bom tom e a coragem de despedir esse senhor e levar o país para eleições antecipadas.
Volvidos seis anos, o partido mudou de líder, mas não de costumes e vemos uma Manuela Ferreira Lopes, claramente em fase de desespero e incapaz de convencer os portugueses, a acenar com medidas fortes, corajosas, contra, claro, os nossos grandes inimigos históricos, os espanhóis. A senhora defende que se acabe com o TGV porque os espanhóis não mandam em nós. Esquecendo-se claro, que hoje em dia pertencemos a uma União Europeia, que a Espanha é hoje o nosso mais importante parceiro externo e, acima de tudo, virando a casaca a um acordo que ela própria assinou com o governo Espanhol quando era ministra de Durão Barroso, sem se aperceber sequer que quem mais tem a perder com o fim do TGV é portugal e não Espanha, não só em termos de fundos europeus mas também porque para eles a ligação Madrid-Lisboa é secundária estando já completas as muito mais importantes ligações Madrid-Barcelona (que este ano registou já mais passageiros do que as ligações aéreas equivalentes) e sobretudo as ligações de alta velocidade com França e o resto da Europa.
Sem o TGV em Lisboa quem mais perde será Portugal, perdendo fundos estruturais e uma ligação à Europa cuja ausência nos empurrará ainda mais para um papel secundário de país de canto. Sobretudo agora, que tandos países da Europa Central e com acesso fácil e de boa qualidade ao resto da União Europeia se juntem à União e facilmente ultrapassarão a nossa nação.
Espero que os portugueses tenham o bom censo de manter os vira-casacas longe do governo. Se isso não acontecer, resta-me a satisfação de viver, de momento, fora de Portugal!

quarta-feira, setembro 02, 2009

Falhar não é uma opção


Os responsáveis governamentais “não podem continuar a aumentar as emissões (de gases com efeito de estufa, GEE) e esperar que um milagre as faça cair 80 por cento em 2050!”, disse ontem Rajendra Pachauri, presidente do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas), a cem dias do início da conferência de Copenhaga, que ambiciona chegar a acordo sobre o sucessor do Protocolo de Quioto.

“O que é verdade é que hoje não há nenhum sinal de progresso significativo”, lamentou, numa entrevista telefónica à AFP, o economista indiano que recebeu o Prémio Nobel da Paz 2007 com o vice-Presidente norte-americano Al Gore pelo seu papel no combate às alterações climáticas. “É, sem dúvida, uma decepção”.

Este especialista em questões de energia apela aos dirigentes do planeta para agirem depressa a fim de travar o aquecimento global em curso.

“As conclusões do IPCC são muito claras: para limitar o aumento da temperatura a 2ºC, devemos garantir que as emissões (mundiais) comecem a baixar depois de um pico em 2015”, lembrou. Mas “tenho a sensação de que os dirigentes (do G8) que reconheceram esse objectivo não o integraram verdadeiramente...”.

Metas defendidas por cientistas fora de alcance

Um olhar mais atento às metas já anunciadas pelos principais países desenvolvidos mostra que o objectivo de redução das emissões de GEE – de 25 a 40 por cento até 2020, em relação a 1990 – defendido pelos cientistas parece, neste momento, estar fora de alcance.

A União Europeia comprometeu-se com uma redução de 20 por cento das suas emissões – 30 por cento em caso de um maior compromisso internacional – mas as posições norte-americana (cerca de seis por cento de redução) e japonesa (oito por cento) estão longe dessa meta.

“Em relação ao que foi debatido em Bali (em Dezembro de 2007), é um passo atrás”, denunciou Pachauri.

Sobre a conferência de Copenhaga, em Dezembro, Pachauri alertou contra a tentação de chegar a um acordo a qualquer preço. “A ausência de acordo é, provavelmente, preferível a um acordo fraco”, considerou.

Conselho da Europa lança campanha pan-europeia Novo Acordo da Terra

Sensibilizar os responsáveis políticos para a necessidade de um acordo em Copenhaga é o objectivo da campanha Novo Acordo da Terra (New Earth Deal), lançada hoje pelo Conselho da Europa, em Londres.

O relator para as alterações climáticas no Conselho da Europa, o antigo deputado britânico e vice-primeiro-ministro John Prescott, apelou aos países ricos para aumentarem as suas metas de redução de emissões. “As alterações climáticas que vivemos por todo o mundo foram causadas pelos países ricos. Eles devem reconhecer agora o princípio central de que o poluidor paga”.

No entanto, Prescott reconhece que “conseguir um acordo em Copenhaga será dez vezes mais difícil do que o Protocolo de Quioto”.

A campanha defende responsabilidades diferenciadas e quer colocar no centro do acordo climático a redução da pobreza e justiça social.

O fracasso não é uma opção em Copenhaga”, concluiu.


in Publico (28-8-2009)

terça-feira, setembro 01, 2009

Jesus é grande...

Pelo menos nas próximas duas semanas e antes que algum gajo de preto ou de cores florescente de apito nos beiços nos estrague a festa, só vos tenho a dizer:
Ninguém pára o Benfica, Olé Oh

sábado, agosto 29, 2009

Mas que vem a ser isto?

Ontem abri a caixa do correio, aqui em minha casa em Barcelona, e qual não foi o meu espanto quando encontro uma carta do PSD. Sim esse partido que não sabe se é de centro, se de direita, se de esquerda, e que sonha um dia voltar ao poder aí no burgo.
Depois do primeiro choque, veio o segundo choque, no interior havia uma fotografia de Manuela Ferreira Leite. Quase caí, fulminado no chão de horror, mas depois de uma visita rapida à casa de banho e de ter confiado ao esgoto o conteúdo do meu estomâgo consegui voltar a mim.
Começei a pensar, mas que vem a ser isto? Mas como chegou esta merda (sim MERDA) aqui. Depois lembrei-me, claro, obtiveram as moradas dos portugueses no estrageiro através dos consulados. Em primeiro lugar, isso significa que os meus dados pessoais, que eu esperava seguros nos sistemas consulares estão na verdade disponíveis para qualquer seita ou facção de loucos em Portugal. Convenhamos que o PSD não está sequer no governo, porque raio haviam de ter acesso às moradas dos portugueses no estrangeiro? Em segundo lugar: que nojo, que nojo, que nojo, sinto-me sujo, violado, quem raio pensam que são os gajos do PSD para mendar esta merda para minha casa? Para a minha privacidade?
E já agora, gostava também de saber quem foi que investiu o dinheiro necessário para mandar uma carta para cada um dos milhões de portugueses que vivem fora do país? Será gasto do partido em causa ou será que o fazem via consulados através dos boys que por lá meteram quando estavam ainda no governo? O dinheiro saiu dos cofres do partido ou do bolso de todos nós? Seria talvez bom haver uma boa investigação sobre isso...

Sinto-me repugnado e enojado, e não só por causa da fotografia daquila criatura do Inferno! Queria só agradecer porque me ajudaram finalmente a decidir em quem vou votar nas legislativas. Ainda não tinha a certeza em que partido de esquerda votaria, ou se votaria até em branco. Agora está decidido: voto PS para exterminar qualquer hipotese dessa gentalha repugnante voltar ao poder. Para mim, abriu a época de caça à laranja!

sexta-feira, agosto 28, 2009

Todos juntos contra o resto da Europa


Feitos os sorteios, desatarrachadas as pequenas bolas de plástico, lidos os papeluchos, já sabemos o que a sorte guardou para os quatro europeus portugueses. Benfica, Porto, Sporting e Nacional tiveram sortes diferentes e terão objectivos diferentes, mas esperamos que todos façam o melhor possível.
Ficamos então assim:

Liga dos Campeões

Chelsea
PORTO
At. Madrid
Apoel Nicosia

Liga Europa

SPORTING
Heerenveen
Hertha Berlim
Ventspils

BENFICA
Everton
AEK Atenas
BATE Borisov

Werder Bremen
Austria Viena
At. Bilbao
NACIONAL


Olhando para os grupos parece óbvio que a tarefa mais difícil cabe ao Nacional, aliás como se esperava sendo a equipa menos cotada. Num grupo com o Werder Bremen e o At. Bilbao parece quase impossível o Nacional seguir em frente.
O Porto tem também muito trabalho pela frente, num grupo com duas equipas de topo, o Chelsea e o At. Madrid. Ficará entre o Porto e o At. Madrid a luta pelo segundo lugar de apuramento, já que o Chelsea será à partida intocável.
Quanto ao Benfica e Sporting, não têm grupos fáceis, aliás nada fáceis, mas terão as melhores hipoteses. O Benfica tem duas equipas chatas, o Everton e o AEK, mais uma equipa bielorrussa, que jogou na Champions no ano passado e que é sempre uma deslocação complicada no Outono/Inverno. Tudo será possível. Já o Sporting tem possívelmente o grupo mais acessível dos quatro, com o Hertha Berlim e o Heerenveen como adversários mais complexos, mas teoricamente bem ao alcance do Sporting, e uma equipa da Letónia que trás sempre a chatice das deslocações a leste no Outono/Inverno.

Se fosse uma questão de apostas, ficam aqui as chances que daria a cada um:
Sporting 1/3
Benfica 1/4
Porto 1/6
Nacional 1/20


Agora, boa sorte aos quatro. Que tragam todos o maior número de pontos possível para Portugal e que cheguem o mais longe possível. E no fim? Claro, no fim que ganhe o Benfica...

quarta-feira, agosto 26, 2009

Epidemias

E se amanhã a TV anunciasse uma doença que se espalha como fogo em erva seca. Se pudessemos ser contaminados tão simplesmente pela picada de um insecto. Se nos informassem que em média 2 milhões de pessoas morreriam dessa doença por ano em todo o mundo.
Pois se o fizessem não estariam a noticiar algo de novo. Essa doença já existe, chama-se malária e ao contrário da tenebrosa gripe A que assuta, assusta, mas não fez mais que matar algumas centenas de pessoas que já tinham outros problemas de saúde subjacentes, a malária mata de facto 2 milhões de pessoas por ano. Se a gripe A pode taqlvez ser controlada por medidas de hegíene cuidadosas e pela distribuição de máscaras faciais, a malária pode ser controlada tão simplesmente pela distribuição de redes mosquiteiras e repelentes de insectos. Contudo, a malária só afecta pessoas em países de terceiro mundo, pois está aí cofinada a área de distribuição do mosquito Anopheles que a distribui. Deixemos o politicamente correcto e falemos nas coisas como são. A malária é uma doença de pretos e por isso não preocupa nem incomóda os povos dos países desenvolvidos. Já a gripe A anda a infectar bebés lourinhos e pessoas que vivem aqui no mesmo sítio que nós, por isso é notícia todos os dias.
Por uma parte infinitésimal do custo da produção do famigerado Tamiflu, o tal medicamento que possivelmente já causou uma série de mortes por suicídio devido aos seus ocasionais efeitos secundários psiquiátricos, podiamos ter comprado 10 redes mosquiteiras e um caixote de repelente de insectos para cada família nas regiões endémicas da malária. Por uma porção ridícula da tão desejada nova vacina contra a gripe A, já teriamos comprado e distribuído anti-maláricos por todos os hospitais, centros de saúde e médicos de aldeia das regiões afectadas pela doença.

Mas o Mundo é como ele é. Os pretos não têm dinheiro. Se morressem árabes ou japoneses, já para não dizer americanos nem europeus lourinhos, já a malária teria sido debelado, assim como a desinteria, a febre amarela e tantas outras doenças do terceiro mundo. Mas como a gripe A afecta o mundo branco, e como há muito, mas mesmo muito dinheiro a ganhar pelas farmaceuticas se o mundo tremer de medo da gripe, a gripe vai continuar nas noticías, o mundo vai continuar a exigir vacinas e "medidas urgentes" contra uma gripe que até agora não demonstrou ainda ser de qualquer forma mais grave do que a habitual gripe sazonal a que já todos "sobrevivemos" umas quantas vezes...

terça-feira, agosto 25, 2009

O anti-governo


Ontem o actual Presidência da República atingiu um novo ponto baixo. Deciciu chumbar o diploma relativo às uniões de facto, um diploma apoiado por todos os partidos de esquerda e como tal por uma vasta maioria da Assembleia da República. Até aqui não fez nada de errada, o problema foi o motivo apresentado para o chumbo.
Não chumbou o diploma por o considerar de alguma forma negativo para o povo português, nem por este ser de alguma forma inconstitucional. Cavaco Silva decidiu chumbar um diploma porque não acha correcto mudar uma lei tão perto do final de um legislatura.
Mas o que vem a ser isto? Mas não votamos no actual governo para governar até que um próximo governo seja elegido nas eleições seguintes? A legislatura por acaso já acabou? Ou será que o Presidente ainda não percebeu que Manuela Ferreira Leite nunca vencerá as eleições legislativas (a recente entrevista na RTP mostrou claramente que a senhora não tem quaisquer condições para vir a ser líder de governo) e que não terá um governo PSD para o apoiar nesta matéria depois de Setembro?
Trata-se de mais uma demonstração de que a sua Presidência se resume a ser oposição ao governo PS. Felizmente, vivemos numa República e podemos votar contra este senhor nas próximas eleições presidenciais!

quarta-feira, agosto 19, 2009

Num tempo já distante...



Lembram-se deste episódio? Possivelmente o momento mais baixo da democracia portuguesa. Quase 20 anos depois do 25 de Abril a igreja teve a lata de por em causa a liberdade de expressão. Até aqui não aconteceu nada de novo, eles andam a combater a liberdade de expressão pelo menos desdo o concílio de Niceia, há 17 séculos atrás. O que foi verdadeiramente triste, para não dizer repugnante, foi ver Marcelo Rebelo de Sousa, na altura líder do maior partido da oposição, a considerar que essa posição, criminosamente oposta aos direitos conquistados pelo povo português, era aceitável e até compreensível.
Felizmente, na altura Herman José teve a coragem e a presença de espírito para responder a este atentado à liberdade de expressão em Portugal. Ao seu próprio estilo, inteligente, satírico e brilhante, Herman manda abaixo as críticas e rebaixa-as àquilo que eram, absurdas.

Penso que 15 anos volvidos uma situação destas já não seria possível. Evoluímos muito desde esse tempo. O contacto com outros povos fomentado pela nossa presença na UE e pela livre circulação dos seus cidadãos, trouxe-nos um novo espírito de abertura. Agora já encorporamos melhor os conceitos de Liberdade, os direitos que ganhamos, mas também, espero, os deveres que agora todos temos, de lutar para garantir a manutenção desses direitos.
Mas para que ninguém se esqueça, sobretudo aqueles que ouvem avidamente cada palavra do professor Martelo como se fosse ele o dono da verdade e do saber, é sempre bom lembrar ocasiões como esta!

Só para acabar, uma palavra de apresso para Herman José. Hoje pode já não ser o maior cómico que temos, diria até que há muito tempo não produz comédia de qualidade, pelo menos desde que acabou a saudosa Herman Enciclopédia. Mas foi ele que fez esse papel, tão essencial numa sociedade moderna, o papel do homem que brinca com as coisas sérias e assim as põe em causa e acorda o público para as grandes questões. É aquilo que hoje faz um John Stewart ou um Steve Colbert, ou que aqui por Portugal o vai fazendo de forma brilhante o Contra Informação. Mas o Herman já o fazia à 20 anos atrás. Para ti Herman, um grande, mas mesmo muito, muito grande Bem Haja!

terça-feira, agosto 18, 2009

Cientistas Portugueses


Muita gente passa o tempo a dizer mal do nosso país. Que somos um atraso de vida, que nada de útil se faz em Portugal, que os Portugueses são preguiçosos, burros e incapazes.
Feliamente, todos os dias muitos Portugueses trabalham para comprovar que todas essas asserções estão erradas. Em Portugal há também muita gente que trabalha, que produz e que inova. um bom exemplo é a nossa posição na implementação de energias renovaveis, claramente no "pelotão da frente" mesmo quando comparados com a o resto da UE. Hoje foi divulgado um outro belo exemplo, um estudo de cientistas portugueses que inova, que faz avançar o conhecimento da Humanidade e que pode ajudar a combater um dos maiores flagelos do terceiro mundo.
Um grupo de investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência publicou um estudo sobre a malária, em que apresentam novos resultados laboratoriais que ajudam a explicar a ocorrência das formas mais graves da malária e sugere que o uso de medicamentos vulgares pode ajudar a combater os casos mais graves desta doença que afecta centenas de milhões de pessoas nos trópicos.
Não querendo entrar em pormenores, até porque não li o artigo cientifico, apenas as suas descrições na imprensa, ao que parece é o ferro libertado da hemoglobina quando os globulos vermelhos são destruídos pelo parasita da malária, que ataca o fígado, ou em alguns casos o cérebro, agravando severamente os sintomas da malária e causando em última análise a morte. A sensibilidade das pessoas à doença depende assim da presença ou ausencia uma enzima que oferece alguma protecção ao acréscimo de ferro nesses orgãos. A boa notícia é que um simples anti-oxidante pode ajudar a proteger os tecidos do ferro nas pessoas mais sensíveis, podendo assim minimizar os sintomas da malária.
Aqui está um excelente exemplo de coisas boas, de coisas importates, de coisas úties feitas em Portugal. Fica assim a faltar-nos apenas uma classe política que tenha nível suficiente para estar ao nível dos Portugueses!

segunda-feira, agosto 17, 2009

Like lightning

Ontem fiquei durante segundo boqueaberto a fitar o ecrã de televisão. Acreditem que foram segundos, e não dois ou três, mas bastantes mais. Olhava para o ecrã e não conseguia acreditar no que via.
Diariamente vêm-se muitas coisas inacreditaveis na televisão. Desde comentários da direita americana sobre o programa de acesso global a cuidados médicos proposto pelo presidente Barack Obama, a comentários da direita portuguesa, geralmente na pessoa do Paulinho das Feiras sugerindo que os apoios de inserção social são "a grande fonte de corrupção finaceira em Portugal"... será que esse individuo já ouviu falar do BPN?
Num tempo em que os crimes ambientais são a norma e as demonstrações da tragédia do aquecimento global se tornam cada vez mais visiveis, em que países preferem gastar dinheiro a matar inocentes noutros países do que a investi-lo a proteger os seus próprios inocentes, que mais me poderia assombrar desta forma?

De tempos a tempos, feitos humanos ultrapassam-nos, maravilham-nos, surpreendem-nos. Pode não ter sido um momento decisivo na história da humanidade. Pode não ter sido um avanço civilizacional nem uma solução para nem um único dos tremendos problemas que hoje afligem a humanidade, mas ontem, durante 9.58s um atleta da Jamaica fez-me esquecer tudo isso e ficar simplesmente boquaberto.
Ussain Bolt já era o homem mais rapido do mundo, mas a forma como esmagou o record do mundo por 11 centésimos de segundo, a facilidade com que parece correr os 100m àquela velocidade louca... Durante longos segundo olhei boqueaberto para o ecrã tentando perceber se os dígitos 9.58 que se desenhavam na sua parte inferior direita eram verdadeiros. Não sabia se acreditar nos meus olhos, se acreditar no cronometro dos juízes. Era verdade, e Ussain Bolt ficará para a história como um dos poucos atletas que nos fazem acreditar que tudo, mas mesmo tudo, é realmente possível.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Recomeça a palhaçada


Aí vem mais um campeonato nacional. As equipas reforçaram-se... ou não, todos estão a postos.. ou não. Ao fim de décadas de domínio da cooperativa Pinto da Costa/Oliveiras/árbitros comprados, será que alguém espera mesmo algo diferente?

A época vai começar animada, várias equipas a mostrarem-se fortes, e não só os grandes. Depois, uma a uma todas as equipas excepto uma vão começar a sentir a habitual perseguição das arbitragens. Vão ser as faltas cirurgicas a meio campo, os cartões mostrados só para um lado, a habitual dualidade de critérios. Primeiro vão sofrer os (ditos) não grandes, menos um ou dois para animar a gentalha. Depois, caso o equilibrio se mantenha, vão entrar em acção as medidas mais extremas. Operações mais escandalosas estilo os dois Benfica-Porto da época passada, ambos exibições magistrais do Benfica, ambos terminando em empate graças a uma arbitragem vergonhosa das equipas de arbitragem que positivamente salvou a equipa do Porto da merecida derrota. Se isso não bastar, mais umas arbitragens cirurgicas em jogos secundários (recordo-me do Benfica-Nacional da época passada, que infelizmente tive o previlégio de presenciar ao vivo, no Estádio da Luz, quando o árbitro Pedro Henriques pos em marcha uma das mais vergonhosas arbitragens da última década). Subitamente, surpresa das surpresas, o Benfica e o Sporting começaram a perder pontos e mais pontos e fica só uma equipa sozinha na frente. Que grande surpresa...

Há anos que a história é sempre a mesma, será que alguém espera mesmo algo diferente? Quem perde? o futebol portugues que ano após ano perde importancia na Europa rumando a uma posição terciária, insignificante ao nível das competições europeias.

Eu fico-me pelas Ligas Inglesa e Espanhola, que não sendo isentas de polémica são genuinamente competitivas, cheias de desportivimo e de emoção.
Em Portugal? Se o Benfica ou Sporting forem campeões, tanto melhor, se não, o que que isso interessa mesmo? Afinal que valor tem ganhar um prémio se formos nós os únicos candidatos?

Mas é importante, mantém o povão entretido. O que fariamos nós nas noites de fim-de-semana se não houvesse liga?

quinta-feira, agosto 13, 2009

Afinal havia um


Afinal existia uma pessoa com visão no PSD. Era só um e curiosamente já abandonou o barco e por um motivo bastante compreensível. Luís Filipe Lobo Fernandes desfiliou-se do partido depois de 20 anos de militância, a razão? Recusa-se a pertencer a um partido que apresenta arguidos de processos criminais como candidatos eleitorais.
Não sei quem é este senhor, mas se já fiquei bem impressionado com o seu gesto, ainda mais fiquei com os excertos da sua Carta Aberta publicados hoje no Público. Diz ele, e peço desculpa pela citação de uma citação, que "alguma esperança que [Manuela Ferreira Leite] aparentava protagonizar morreu na primeira curva", isto devido ao facto patente que "Manuela Ferreira Leite fala de renovação e usa o seu poder e as suas prerrogativas para impor arguidos nas listas. É inaceitável."
Eu acrescentaria ainda um outro facto óbvio. Não é só nas listas mas também nas ideias que esse partido, cada vez mais um partido secundário tanto a nível dos votos como, e sobretudo, ao nível das ideologias, mostra uma extrema falta de inovação. Será que esperam mesmo que existam portugueses estúpidos ao ponto de votar em quem não apresenta ideias, não apresenta plano de governação para o País, e se limita a ter como ideologia política a negação das políticas do actual governo?
E se eles um dia fossem mesmo governo e não tivessem a quem negar, o que fariam? Possívelmente negar-se-iam a si próprios, aliás como fizeram da última e vergonhosa vez em que estiveram no governo!
E já agora aproveito para deixar mais uma dica à Dr. Ferreira Leite. Já tivemos todos um pesadelo em que Santana Lopes passava pelo governo. Depois de acordarmos, sobresaltados e aos gritos, não o queremos ver nem em Lisboa, nem em lugar nenhum em Portugal. E mesmo no Burkina Faso, dizem-me os meus contactos de lá que já têm corrupção que chegue, não precisam de mais um a remar o barco para trás...

quarta-feira, agosto 12, 2009

Terrorismo Monárquico


Parece que agora em Portugal também temos terrorismo monárquico. Muito pior que o terrorismo islâmico, por ser mais estúpido e ainda mais absurdo, tem como vantagem não aleijar ninguém e investir em bandeiras azuis e brancas em vez de cintos de explosivos.
Aparentemente, existe toda uma maioria silenciosa, de cerca de 20 pessoas, incluíndo D. Duarte, a sua esposa, 8 toureiros e 4 betos marialvas, que defende a restauração da monarquia em Portugal. O seu argumento? Pois que não têm argumento, mas não deixam de achar que seria uma bela ideia.
Eu sugiro que além da questão da monarquia podiamos também retoceder em outros avanços civilizacionais, referendando também, por exemplo, o regresso da inquisição e da escravatura, a abolição da medicina e das leis laborais. Já agora, por que não proibir também o uso da electricidade e da própria agricultura. Aliás, sugiro mesmo que voltemos a viver em cavernas, que caçemos mamutes para o jantar e que façamos belas ilustrações em rochas da zona de Foz Côa.
A monarquia é um conceito obsoleto, uma ideia que parte do principio básico dos seres humanos não serem todos iguais. Nasceu numa sociedade primitiva em que aos nobres era assumido o dever divino de porem e desporem sobre o resto da população, pela simples razão de terem nascido em berço de ouro. Conceptualmente não tem qualquer diferença da ideia de escravatura e é abertamente contrária à ideia de uma sociedade democrática e equalitária.
Trazer a público a mera ideia de um retrocesso à monarquia devia ser visto como um crime contra a humanidade e a defesa dessa ideologia devia ser tão proibida como a defesa do Nazismo.

Nota: o brasão que apresento aqui é o brasão da República Portuguesa. Como cidadão zeloso da nossa república seria incapaz de apresentar aqui qualquer símbolo monárquico!

terça-feira, agosto 11, 2009

Biodiversidade das alturas


Só nos ultimos 10 anos foram descritas 350 novas espécies de animais nos Himalaias. Zonas de acesso extremamente dificil, os Himalaias sempre foram uma região de dificil acesso, não sendo diferente a situação dos biólogos e naturalistas. Contudo, esforços recentes levaram à descrição de “244 plantas, 16 anfíbios, 16 répteis, 14 peixes, duas aves, dois mamíferos e pelo menos 60 invertebrados”. São sobretudo de salientar as descobertas de novos vertebrados, pois estes são os grupos mais bem estudados e já são raras as ocasiões em que novas espécies de anfíbios, répteis, aves e mamíferos são descritas.
Estas descobertas demonstraram claramente a riqueza destas regiões remotas. São também uma nova chamda de alerta para a problemática das alterações climáticas, pois as regiões de alta montanha estão entre aquelas que mais têm sofrido os seus efeitos, com subidas rapidas das temperaturas médias e dramáticas alterações nos habitats alpinos. O exemplo clássico são "as neves do Kilimanjaro", já practicamente não existentes, mas estima-se que a nível mundial cerca de 50% dos glaciares de montanha tenham já desaparecido, acarretando não só alterações nos habitats das espécies de alta montanha e a sua ameaça de extinção, mas também o desaparecimento rapido destes que são os mais importantes reservatórios de água doce para abastecimento humano. Convém lembrar que os glaciares alpinos são a fonte da esmagadora maioria dos nossos grandes rios e, por exemplo, no caso dos Himalaias, são a origem de todos os grandes rios asiáticos, de cuja água doce depende um população de 2 biliões de seres humanos.

quinta-feira, agosto 06, 2009

Nulos ou brancos?


Hoje foi anunciada em portugal a formação de um movimento que defende o voto nulo nas eleições. Defendem que este é a melhor forma dos portugueses mostrarem o seu descontentamento pela má qualidade dos políticos, e das políticas em Portugal. Conceptualmente, concordo com a ideia deste movimento; contudo, parece-me que apostaram no cavalo errado.
Na minha humilde opinião não é o voto nulo mas sim o voto em branco a melhor forma de mostrar o nosso descontentamento com as escolha que temos disponiveis quando nos é apresentado o buletim de voto. Um voto em branco é a decisão, inteligível e ponderada de não escolher nenhuma das opções que se nos apresentam, por considerarmos que nenhuma delas é uma opção viável para a evolução do nosso país e da nossa sociedade.
já o voto nulo é uma falta de respeito para com o voto democrático, pois são incluídas nesta categoria todos aqueles que decidem menosprezar o buletim de voto com palavrões e outras faltas de respito para com a democracia que, nunca o esqueçam, é com todos os seus defeitos aquilo que de mais precioso temos por nós permitir viver em liberdade.
Assim, eu até concordo com a premissa deste movimento de cidadãos, mas corrijo-os e antes proponho: nas próximas eleições, votem em Branco!

quarta-feira, agosto 05, 2009

O voto educado

Hoje, por acaso, deparei-me com um inquérito do facebook sobre as eleições legislativas portuguesas. Perguntava simplemente com que programa de governo a pessoa concordava mais. Não sendo um inquérito estatisticamente fiável, com apenas poucas centenas de inquiridos e sem garantia de aleatoriedade na sua escolha, não deixa de dar algumas luzes sobre como vota a fatia de portugueses com maior nível de instrução (assumindo que quem usa a internet tem em média um maior nível de instrução que a média, e de facto, considerando a quantidade imensa de licenciados, doutorandos e doutorados que usam o facebook, parece justa essa assumpção).
Quais são então os resultados:

PS, 50,3%
BE, 20,1%
CDU, 12,8%
PSD, 8,7%
PP, 8,1%


Basicamente os partidos de direita desaparecem do mapa político dentro deste universo de eleitores instruídos e de mentalidade mais aberta e moderna. Interessante, não?

quinta-feira, julho 16, 2009

Toda a Verdade II



Ainda à pouco, enquanto via o Telejornal (santa RTPi) apercebi-me quem é o agente responsável pela expansão rápido da temida gripe A em Portugal. Obviamente, o culpado é nenhum outro que o nosso querido Paulinho das Feiras, essa gosma esquizofascizóide que é a drag queen favorita da política portuguesa, o Paulo Portas.
Ainda há pouco foram divulgadas imagens que mostravam esse indivíduo a destribuir beijinhos e apertos de mãos por dezenas, centenas, quiçá milhares de pessoas. As imagens não deixaram dúvidas, ele não lavou as mãos uma única vez, não se assoou ao interior do braço uma única vez, não lavou a boca nem nenhuma outra parte do corpo. Quase se conseguiam ver nas imagens os vírus a saltar alegremente de peixeira em peixeira, via Paulo Portas. Claro que ele não vai apanhar a doença, já a minha avó dizia que à gente ruím nem a gripe toca. Mas, se dentro de algumas semanas começarem a morrer em massa peixeiras e senhoras da fruta por esse país fora, tratem de julgar o Paulo Portas por homícidio em massa, aliás pequeno defeito de caracter que gente tão próxima dele ideologicamente como o Adolf Hitler ou o Benito Mussolini também pareciam padecer. Proponho que o Paulo Portas junto um terceiro P ao seu nome, e logo por arrastamento ao seu partido político pessoal (lá está, o PPP, mas Partido do Paulo Portas também era uma boa opção), passando a chamar-se Paulo "Pandemia" Portas. Agora pensem nisto da proxima vez que forem comprar peixe...


Uma teoria idealizada em conjunto com Maria Zubrowka.

Toda a Verdade



Nos últimos tempos tem ocorrido uma quantidade inacreditável de acidentes envolvendo aviões. Foi o Airbus da Air France no Atlântico, o avião do Iémen, o avião Americano em que apareceu um buraco em pleno vôo, depois o avião no Irão, ainda hoje caíu mais um aparelho de menores dimensões nos EUA.
Pode ser tudo coincidência... mas será? Pois a minha teoria é que todos estes acidentes foram causado devido a roubos do silicone industrial, usado vastamente na indústria da aviação, necessário aos aviões. Para quê? Para ser usado na forma de injecções, como método barato de implantação de silicone para fins estéticos.
Ainda ontem a RTP passou uma reportagem sobre o tema, ao que parece o uso de silicone indústrial para fins estéticos pegou moda no Brasil (de onde partiu o famigerado vôo da Air france). Obviamente não é seguro injectar silicone insutrial no corpo, basicamente é uma substância muito semelhante àquilo que os canalizadores usam para calafetar os bordos dos lavatórios e lava-loiças, e parece mesmo que várias pessoas já morreram devido à sua injecção. Mas isso não impede que toda uma indúsria paralela do silicone indústrial para fins estéticos tenha emergido, soberetudo no Brasil, e nos Estados Unidos. Aviões que vêem desses países correm o risco de se despedaçar em pleno vôo devido aos roubos de silicone. Se têm amor à vida, não vão ao Brasil. Não vao aos EUA. A menos que queiram umas mamas novas e baratas...

Uma teoria idealizada em conjunto com Maria Zubrowka.