terça-feira, novembro 28, 2006

And today I feel fine...

It's winter fall
Red skies are gleaming, oh
Seagulls are flying over
Swans are floating by
Smoking chimney tops
Am I dreaming
Am I dreaming

The nights draw in
There's a silky moon up in the sky, yeah
Children are fantasising
Grown ups are standing by
What a super feeling
Am I dreaming
Am I dreaming

Woh, woh, woh, woh
(Dreaming) so quiet and peaceful
(Dreaming) tranquil and blissful (Dreaming) there's a kind of magic in the air (Dreaming) what a truly magnificent view
(Dreaming) a breathtaking scene
(With the dreams of the world)
(In the palm of your hand)
(Dreaming) a cosy fireside chat
(Dreaming) a little this, a little that
(Dreaming) sound of merry laughter skipping by
(Dreaming) gentle rain beating on my face
(Dreaming) what an extraordinary place
(And the dream of the child)
(Is the hope of the, hope of the man)

It's all so beautiful
Like a landscape painting in the sky, yeah
Mountains are zooming higher, mmm
Little girls scream and cry
My world is spinning, and spinning, and spinning
It's unbelievable
Sends me reeling
Am I dreaming
Am I dreaming

Ahhh
Ooooh, it's bliss


Queen, "A Winter's Tale"

sexta-feira, novembro 24, 2006

Quando irão compreender?

Um hindu é um cristão sem cabelo, um muculmano é um hindu de barba, um judeu é um muculmano de chapéu.

É esta frase simples que todas essas pessoas que se degladiam em guerras absurdas motivadas por fundamentalismos religiosos deviam compreeder. Pessoalmente, não me incluo em nenhuma religião, mas quando vão todos eles perceber que andam todos a adorar o mesmo apenas dando-lhe nomes diferentes?
Se Deus existe ou não, não me perguntem a mim, sempre me pareceu que essa pergunta é retórica, depende provavelmente da semântica, do significado que cada um dá a essa palavra. Agora percebam é uma coisa: não ganham nada em matar-se uns aos outros a discutir que nome dar àquilo que não compreendem.
As vezes as coisas mais simples são as mais dificeis de compreender...


P.S. A frase li-a num livro excepcional, "A Vida de Pi" por Yann Martel.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Something Odd?


Este vídeo prova que há pessoas que têm demasiado tempo livre nas suas mãos!! Prova também que essas pessoas têm um excelente gosto musical. Tenho a certeza que o próprio David Bowie apreciará esta versão do "Space Oddity".
A música é das minha favoritas... achei piada à animação.

sábado, novembro 18, 2006

quinta-feira, novembro 16, 2006

Quintas-feiras culturais XXXII

Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!

Mário Quintana

terça-feira, novembro 14, 2006

TV Holandesa no seu melhor

A televisão holandesa tem um programa, um bocado à americana, feito com excertos de vídeos da polícia a mostrar criminosos no acto. No outro dia mostraram um caso absolutamente delicioso...

Primeiro mostram o vídeo de uma câmara de trânsito fixa, que detecta um carro em excesso de velocidade, o carro ía a 110 numa estrada de limite 70. O indivíduo recebeu a multa pelo correio, como é normal nestes casos, e a coisa teria acabado assim, não fosse um momento de génio deste condutor brilhante. "Ora se o sinal em vez de dizer 70, dissesse, digamos, 120, então esta multa não seria justificada"
Assim o pensou, assim o fez. Infelizmente esta mente brilhante não se lembrou que a mesma câmara de segurança que o filmou da primeira vez continuaria no mesmo local...

Depois do primeiro vídeo, mostram um segundo, vemos o mesmo carro a parar na estrada, junto ao sinal de trânsito, primeiro vemos o nosso genial amigo a saír do carro com uma pá e a atirar-se ao sinal como se não houvesse amanhã. Arrancou o sinal, arrastou-o até ao carro e colocou-o na bagageira. De seguida este ser de insofismável inteligência saca do carro um sinal de limite 120, roubado noutro sítio qualquer, que colocou cuidadosamente no sítio onde estava o primeiro.

Resultado:
em vez de uma multa de excesso de velocidade, que lhe custaria uns 200 euros, foi acusado de excesso de velocidade, obstrução à justiça, vandalismo de propriedade pública e ainda uma outra multa, esta particularmente mázinha, por parar um automovel numa autoestrada sem motivo para tal, pois o sinal de limite 120 foi obviamente roubado numa autoestrada. Tudo somado, seis meses na prisão para não ser tão incrivelmente estúpido...

domingo, novembro 12, 2006

Para inspirar a malta

Isto do Youtube tem a sua piada! Fica aqui um bonito momento do ano passado, para animar a rapaziada. Sei que o meu amigo Quim irá apreciar de certeza! Que sirva de inspiracao para os proximos tempos...
No I'm not an android

Memória de uma das grandes músicas dos radiohead, "Paranoid Android" e de um tempo, não assim tão distante, em que me sentia exactamente assim.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Quintas-feiras culturais XXXI

Peco desculpa à dona deste blog por ter vergonhosamente copiado o seu post aqui nesta quinta-feira cultural, mas este poema era hoje exactamente o que me apetecia por aqui...


Se tu viesses ver-me
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços…

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…

Florbela Espanca

Aprendendo

Don't analyse
Don't analyse
Don't analyse
Don't analyse

Just step back and apreciate how lucky you are!

quarta-feira, novembro 08, 2006

Tadinho do crocodilo


Finalmente, mudancas a oeste. Comecaram a mudar as coisas nos EUA, esperemos que agora com uma maioria democrata no congresso, o país volte a fazer lembrar uma democracia... E agora o Rumsfeld despediu-se o que é extremamente positivo. Mais um anito e picos e segue-se o amigo Bush...

quinta-feira, novembro 02, 2006

quinta-feira, outubro 26, 2006

Space above and behond

Domingo, 23 de Janeiro de 4677

Hoje visitamos o planeta Gedfel, um pequeno planeta num sistema ali para os lados do Enxame Central. Mal saí da nave de aplanetagem, percebi que o dia ía correr mal. Os sensores expectrais não identificaram o tipo de solo correctamente e aplanetámos num lago de areias movedicas, ainda eu não tinha descido a rampa e já a nave se tinha comecado a enterrar.
Depois de duas hora de trabalho árduo com os desmaterializadores autossincrónicos, lá conseguimos libertar as pernas de aterragem e deslocar a nave para um local mais firme.
Novamente saí da nave para a encontrar desta vez rodeada por nativos, infelizmente, alguém da equipa de navegacão cometeu um erro e estavamos no continente errado, estes eram os nativos maus, não os bons a quem iamos oferecer ajuda. Comecaram quase de imediato a disparar projecteis metálicos com pequenas armas de explosão, não fora o meu colete de policromílio assetinizado e lá teria o médico de bordo de passar umas horas a refazer novamente a minha matriz orgânica. Perante a ameca óbvia, não tivemos outra alternativa que não fosse recorrer novamente ao desmaterializador autossincrónico. Felizmente, antes de dessincronizarmos a matriz de um dos nativos alguém lembrou, bem, que desde o acidente de Marketon 3, foi proibido o uso de desmaterializadores em seres vivos orgânicos, aparentemente porque o processo pode ser excessivamente doloroso para as vítimas e também porque em pelo menos um caso um pequeno satélite foi destruído no processo. Disparamos antes a nossa arma secundária, um robot dentista autoprocessável que imediatamente desbaratou as forcas inimigas com ameacas de desvitalizacões e brocagens sem anestesia.
Rumamos finalmente ao continente certo, só para descobrir que um velho satélite de comunicacões Vespertiliano tinha caído sobre a principal cidade dos nativos bons, tendo eliminado numa onda de fogo e destruicão toda a sua jovem civilizacão numa questão de poucos minutos.
Sinceramente, à anos em que nem vale a pena não saír das câmaras de hibernacao instantânea...

sábado, outubro 21, 2006

Saudade

Não são longos os Invernos, nem os anos, nem as décadas,
Não são longos os séculos, nem os milénios, nem as eras,
Longos, verdadeiramente longos,
São todos os dias que passo longe de ti...

quinta-feira, outubro 19, 2006

Quintas-feiras Culturais XXX

Lembrei-me agora que ainda é quinta-feira, deixo-vos com Alberto Caeiro no seu melhor:

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...

E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial

Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como um malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Alberto Caeiro


É dificil encontrar às vezes essa inocência, que deixámos pelo caminho à muitos tempo. Mas às vezes encontramo-la pelo caminho, é por esses momentos preciosos que o caminho merece ser percorrido

As saudades que eu tenho...


Do cheiro a castanhas assadas nas ruas de Lisboa!!!


terça-feira, outubro 10, 2006

Slaap leker

Hoje descobri que escolhi o tema errado para a minha tese de doutoramento!!! Sim, claro, a migração das aves é um tema interessantíssimo, mas o que eu gostava mesmo era de um dia publicar um artigo nesta revista:
O meu lema seria: não chefe, não estou a dormir, estou a recolher dados para o meu próximo artigo... AHAHAHAHAH!


P.S. Fica a informação, Slaap leker é o que os holandeses diz quando quer dizer a alguém "Dorme bem".

sábado, outubro 07, 2006

(in)satisfeito


Nada para dizer, nada para dizer, nada para dizer...

Apesar das saudades, este ser não tem andado insatisfeito...

quinta-feira, setembro 28, 2006

The Wind That Shakes The Barley

No outro dia fui ver o The Wind That Shakes The Barley, um filme sobre a luta pela independência da República da Irlanda. Um filme duro, pesado, por vezes a roçar a violência excessiva, mas que deixa um retrato brutal de um período bastante conturbado da história da Irlanda. Quando falo em violência, não me refiro às habituais cena de membros cortados ou sangue espalhado pelas paredes à la Hollywood, trata-se de violência muito mais opressiva e muito mais realista, a incomportável injustiça com que os soldados britâncicos tratam os civis, ou espancam inocentes até à morte (não se vê o espancamento, ficamos com a prespectiva da mãe do desgraçado que assiste a tudo do lado de fora, ouvindo os gritos do filho e as ordens abusivas dos soldados). Na cena em que um prisioneiro irlandês é torturado, por e simplesmente tive de desviar o olhar. Mas não estou a dizer que a violência era excesiva, na verdade era talvez a necessária para se compreender o período em que decorre o filme.
Mais impressionante ainda, pelo menos para mim, é a parte do filme em que, depois de conquistada uma primeira independência muito limitada, os irlandeses se dividem em duas facções, acabando por se chegar ao ponto de ver amigos a matar amigos, irmãos a ordenar a morte de irmãos, uma personagem que escreve uma carta à pessoa que ama a explicar que tem de se despedir dela porque tem de morrer pela sua causa. Foram estas partes que me deixaram a pensar muito depois do filme ter acabado...

Sempre me considerei uma pessoa idealista, tenho os meus ideais e sempre achei que se a necessidade o exigisse, e espero que nunca o exija, eu seria capaz de lutar por esses ideais, como a liberdidade, a justiça ou a igualdade de direitos. Contudo, visto este filme, apercebi-me que existem valores aos quais eu seria incapaz de sobrepôr os meus ideais. Será admissível lutar pela nossa liberdade se para isso temos de matar o nosso próprio irmão? Que liberdade é essa porque estamos a lutar? De que vale lutar pela justiça se por ela temos de abandonar quem amamos?
Não tenho duvidas que um homem que viva em total isolamento do mundo teria toda a liberdade e justiça que podesse desejar, mas de que lhe serviriam se não tem ninguém mais com quem partilhar esses ideais porque lutou?

Porque faz um retracto impressionante de um período pouco conhecido da história do século XX, e porque dá que pensar, recomendo o filme. Mas se forem ver, preparem o estômago!

terça-feira, setembro 26, 2006

Amigos do Gaspar


Estando tantos blogistas na faixa etária dos 25 aos 35, haverá por aí muita gente que tem no seu imaginário infantil "Os Amigos dos Gaspar" e nomeadamente as músicas que o Sérgio Godinho escreveu para acompanhar os bonecos animados.
À uns tempos saquei da net a banda sonora dos "Amigos do Gaspar", é como um passeio pelas memórias de tempos bem alegres e inocentes.


Deixo-vos aqui o genial poema que o Velho Pires Marinheiro dedicou à sua amada Felismina, envolto nas dores do seu amor:

Ai, o amor quando nos toca
é como se tocasse um sino
um hino, um trino
de um alegre passarinho
Vou voar para o teu ninho
vou tentar fazer o pino
vou ser bailarino
argentino, desatino

Mas que hei-de eu fazer?
O amor é um furacão
desgovernando
a minha embarcação

Este é apenas um pequeno exemplo das pérolas que fazem parte do álbum, como "É tão bom", "Na cidade", "Canção dos abraços", "Viva o futebol", "Pico pico manjerico" ou "Embalo". Em três palavras: Soió, toió, voió.

Ah, bons tempos!